Vertigem. Um imenso desejo de cair.
•17/11/2009 • 2 Comentários
“Uma gota transbordaria o desguarnecido e módico recipiente que outrora guardara em si todo o universo. O fragor infatigável ateado pelo mundo sensível macula a essência, desencaminha a mente.”
“Sinto-me esvaziado. Até a solidão e a tristeza abjuraram.”
“Life is a tale
Told by an idiot, Full of sound and fury, Signifying nothing” (Macbeth, V, 9).
Um pouco de madrugada
•12/11/2009 • 1 ComentárioThe grass was greener
The light was brighter
The taste was sweeter
The nights of wonder
With friends surrounded
The dawn mist glowing
The water flowing
The endless river
Forever and ever
…….
O bom e velho inevitável saudosismo.
Post antigo de blog antigo; sem querer. Não parece, mas as noites são sempre as mesmas.
Ensaio sobre a incerteza agônica
•21/09/2009 • 2 Comentários/dos Fins
Enfim, de quais meios servir-se?
.
/da Infraestrutura
Suster-se-á a superestrutura ortodoxa?
.
/da Imobilidade ou Inércia
É a vida insofismável?
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/acerca do Relativo
A ablução em água sagrada é um ato insidioso cometido contra o neófito inerme. É, outrossim, inócuo e costumeiro.
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/a Maior Dúvida
É, [algo], saciável?
.
/da Aflição
Chorar faz diferença?
.
A vida é assim.
•16/09/2009 • 1 ComentárioMuito se fala de Nelson Rodrigues. Particularmente, eu já vi tantas referências e elogios escritos e falados por tanta gente respeitada que, mesmo sem ter lido nada de sua autoria (até então), eu já era um fã ‘inconsciente’.
Pois bem. Um dia desses numa livraria, enquanto olhava uns livros com minha mãe e minha irmã, vi na estante uma coleção de vários livros, uma compilação de textos de Nelson Rodrigues. Artigos, contos, e todo tipo de texto que ele escrevia para os periódicos de sua época.
Resolvi levar um. Achei o título interessante e provocante. Chama-se “Elas Gostam de Apanhar”.
O livro compreende uma seleção de 26 textos publicados na coluna chamada “A vida como ela é…”, entre os anos de 1951 e 1961, no Jornal Última Hora.
Cabe aqui um parêntesis para expor um texto introdutório ao livro, escrito pelo próprio Nelson Rodrigues e que trata exatamente dos principais aspectos de suas histórias:
“Alguém dirá que A vida como ela é… insiste na tristeza e na abjeção. Talvez, e daí? O homem é triste e repito: – triste do berço ao túmulo, triste da primeira à última lágrima. Nada soa mais falso do que a alegria. Rir num mundo miserável como o nosso é o mesmo que, em pleno velório, acender o cigarro na chama de um círio. Pode-se dizer ainda que é triste A vida como ela é… – porque o homem morre. Que importa tudo o mais, se a morte nos espera em qualquer esquina? Convém não esquecer que o homem é, ao mesmo tempo, o seu próprio cadáver. Hora após hora, dia após dia, ele amadurece para morrer. Há gêneros alegres, eu sei. Fala-se em “teatro para fazer rir”. Mas uma peça que tenha essa destinação específica é tão absurda, obscena, como o seria uma missa cômica.
Agora o aspecto da sordidez. Nas abjeções humanas, há ainda a marca da morte.
Sim, o homem é sórdido porque morre. No seu ressentimento contra a morte, faz a própria vida com excremento e sangue”.
O livro vale por esse trecho. Sobre os 26 textos, há muitos aspectos interessantes. É a vida como ela é. Sem idealizações.
Porém, em determinado momento a fórmula de Nelson Rodrigues parece se tornar óbvia. Isso tornou o livro um pouco decepcionante. Confesso que esperava um pouco mais pelo título, pela introdução. É óbvio que a obra do escritor é muito maior do que alguns contos compilados. Acho que há muito a conhecer de Nelson Rodrigues.
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Post scriptum: O texto não tem pretensões de ser uma resenha, resumo ou parecido. Apenas traz uma impressão. É um suspiro para o blog há um bom tempo sem respirar. Leiam as aspas e joguem o resto no lixo.
Ao som de: Good Bye Lenin Soundtrack – Yann Tiersen
Sem título
•17/07/2009 • 1 ComentárioApenas algumas considerações hodiernas do meu ser
Apenas quero lembrar da beleza das doces e ruças manhãs, as bucólicas tardes, as frias e estreladas noites da infância. O desesperador sentimento do mutável e da necessidade da mudança (ao mesmo tempo tão desejada e tão reprimida). O lamentável estado de ócio, solidão e apatia de uma erma noite de sexta-feira. A potencial falsa crise existencial comum aos desiludidos. A potencial falsa crise existencial causada por uma nova ilusão. O inviolável e indestrutível tempo. Mais do que tudo, a inspiração da iminente vontade de viver.
Apenas um suspiro
•06/06/2009 • 7 ComentáriosEra uma vez um menino. Se tornou homem. E descobriu que ainda era um menino. E que a cada dia que passava se tornava mais homem e menos menino. E descobriu que era sempre mais menino do que homem. Certo dia aprendeu um novo adjetivo. Escreveu um dia que o menino é eviterno. Se tornou mais homem. Se achou mais preponderante. Desiludiu-se acerca disso.
Virou mais homem e olvidou o menino e suas desilusões. Morreu iludido. Morreu menino. Sem se lembrar.
Nadimais
•06/06/2009 • Deixe um comentárioRecôndito, como deveria ser e será. O que mais o estimado leitor quer saber?
O caráter não muda. Pendendo entre a base pedante e o cimo sábio. Como deveria ser. E é.
